Teoria do Caos

A “Teoria do Caos”, assim denominada pelo físico norte-americano James Yorke, teve seu início nos estudos do meteorólogo, também norte-americano, Edward Lorenz, do Massachussets Institute of Technology (M.I.T.), sobre previsões climáticas. Ele conseguiu mostrar que com equações envolvendo apenas três variáveis – temperatura, pressão atmosférica e velocidade dos ventos – era possível fazer previsões do tempo, e comprovou que pequenas causas podem provocar grandes efeitos, independentes do espaço e do tempo.

O clima é um fenômeno reconhecidamente caótico. Os estudos de Lorenz vieram mostrar cientificamente o determinismo do caos. Um sistema caótico não é aleatório e nem desordenado, pois existe uma ordem, e um padrão no sistema como um todo. É o chamado caos determinístico, pois existe uma equação que define o seu comportamento. Esta equação pode ser representada graficamente, formando uma bela figura chamada atrator. A Teoria do Caos permite que as pessoas passem a ver ordem e padrão onde antes, por conta de uma visão reducionista de mundo, só se observava a aleatoriedade, a irregularidade e a imprevisibilidade. Podemos dizer que com a visão complexa de mundo a realidade tem uma irregularidade regular, uma imprevisibilidade previsível, uma desordem ordenada.

A Teoria do Caos é uma parte importante dos sistemas dinâmicos não-lineares (complexos). O caos pode ser definido como um processo complexo (no qual tudo está tecido junto) – qualitativo e não-linear – caracterizado pela (aparente) imprevisibilidade de comportamento e pela grande sensibilidade a pequenas variações nas condições iniciais de um sistema dinâmico. Os estados deste processo podem ser perfeitamente quantificáveis e previsíveis pela utilização de modelos matemáticos, analíticos ou numéricos que descrevem o sistema utilizando equações não lineares, além de equações lineares que se utilizavam até bem pouco tempo.

Sistemas simples podem apresentar comportamento complexo. Sistemas complexos podem dar origem a comportamentos simples. As relações de causa e efeito não são proporcionais e nem imediatas. A saída gerada por um ciclo do sistema pode ser iterativa, pode alimentar o ciclo seguinte.

Os estudos da termodinâmica deram um grande impulso à Teoria do Caos. Ilya Prigogine (1917-2003) (Prigogine, 1997), um cientista estudioso da termodinâmica, laureado com o Prêmio Nobel de Química, diz que “ordem e organização podem surgir de modo ‘espontâneo’ da desordem e do caos, produzindo novas estruturas, por meio de um processo de auto-organização”.

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